40 semanas.
Surgiste dentro de mim, e parece que nos conhecemos há tanto tempo, e foi apenas há alguns meses. Digo até que crescemos juntos, e passámos por grandes momentos em conjunto.
Vives dentro de mim. Amado, protegido, quente, aconchegado... Em paz.
Mas está na hora de saíres. De deixarmos de ser egoístas, e vivermos um para o outro. De seres só para mim e eu ser só para ti.
Há todo o Universo para descobrir. E eu vou estar contigo, nessa aventura. Não seremos mais só nós, mas muitos mais, contigo, a explorar aquilo que nem podes imaginar ainda. Vais desenvolver os cinco sentidos, instintos e muitas outras capacidades do teu corpo e mente, e com eles aprofundar vários modos de interagir com o mundo, que ainda não conheces directamente.
Sei que não te posso proteger de tudo, nem sempre. Vais conhecer o frio e o calor, a alegria e a tristeza, o bom e o mau... Nem sempre percebendo o que vais encontrar, e porque é que muitas coisas acontecem. Vou estar contigo, mas não vou conseguir sempre explicar-te tudo. E vou cometer erros, às vezes chatear-me. E chorar. Muito. Como já estou a fazer agora. Mas vou-te amar, sempre.
Cá fora te esperamos.
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domingo, 30 de outubro de 2016
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Vão morrendo...
Vão morrendo as coisas que nos unem.
E os uivos de tristeza que se calam.
E, envelhecida, a carne enruga-se.
E rasga.
Já não oiço nada. Já não sinto. Estou livre.
ABRI O ENVELOPE
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Ritmo
Era tão mais fácil dantes...
Ser criança e brincar,
aprender e aplicar.
Agora, tudo é
cinzento,
sem definição
nem limite,
e o meu coração
negro
não reage, não bate
nem sabe como seguir
este ritmo.
(2008?)
Ser criança e brincar,
aprender e aplicar.
Agora, tudo é
cinzento,
sem definição
nem limite,
e o meu coração
negro
não reage, não bate
nem sabe como seguir
este ritmo.
(2008?)
sábado, 13 de março de 2010
A Tristeza
Quando a tristeza é como uma pele,
não vale a pena esfregar.
Só criamos feridas das quais ela dói e sangra.
não vale a pena esfregar.
Só criamos feridas das quais ela dói e sangra.
domingo, 24 de janeiro de 2010
No Natal
Numa redacção na 3ª ou 4ª classe (8 ou 9 anos)...
"Eu tenho direito a ser feliz..."
Aparentemente, alguém esquecia-se disso.
E eu, precocemente triste, dissertava sobre coisas que ainda não devia entender.
"Eu tenho direito a ser feliz..."
Aparentemente, alguém esquecia-se disso.
E eu, precocemente triste, dissertava sobre coisas que ainda não devia entender.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Prazer ou necessidade
Prazer breve.
Instantâneo.
Vómito intenso de tremor e angústia.
E já passou.
E volta agora...
Será apenas necessidade?
Instantâneo.
Vómito intenso de tremor e angústia.
E já passou.
E volta agora...
Será apenas necessidade?
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Espera longa
A espera longa
enche o ventre seco.
Não é fecunda a terra onde nasci.
E, por amor,
vivo a ternura
mas o adeus de sempre
será onde caí.
enche o ventre seco.
Não é fecunda a terra onde nasci.
E, por amor,
vivo a ternura
mas o adeus de sempre
será onde caí.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Mais uma...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Derrota
Admito que a espada
me venceu.
Que morri
e jazo fria
no vazio.
Profundo o rasgo
que me dilacerou
a carne,
o osso
e a alma.
E parti.
me venceu.
Que morri
e jazo fria
no vazio.
Profundo o rasgo
que me dilacerou
a carne,
o osso
e a alma.
E parti.
02-11-2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Não quero que me vejas
Não, não quero que me vejas.
Vais manchar de sangue o teu olhar.
Vai arder no teu corpo a tristeza.
Vais cair, na tristeza do que te ensombrou.
Vais manchar de sangue o teu olhar.
Vai arder no teu corpo a tristeza.
Vais cair, na tristeza do que te ensombrou.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O dia já acabou
02-Outubro-2005
Apetece-me escrever porque não faço nada, só penso. Não ando, vejo apenas passar o tempo, como se estivesse confortavelmente sentada num comboio em andamento. Discorro mil palavras, tantas vezes... Tantos projectos imaginários, soberbos, que não passam disso. Como ver uma nuvem e não a pintar, tendo a tela em branco face a mim.
Tenho sido eu, triste, nesta melancolia asténica, em que só a mão se esforça por descrever aquilo que sinto. Essa é a questão: sinto tanto e faço tão pouco! E dá-me pena de mim, de ser assim tão pequenina.
Muitas vezes páro, e tento reflectir sobre o meu percurso, sobre o meu modo de vida. Chego sempre à conclusão de que basta haver um início, um vislumbre de algo, para que a sentença do seu fim seja dada.
Sei-me deprimida, ansiosa, termos técnicos que não me ajudam. Perdida.
Olho a minha secretária, e o que vejo? Pedaços de mim, amontoados ao acaso, entre lixo que julgo importante. Também isso me incomoda, não saber distinguir o essencial do desnecessário. Superfluamente, absorvo tudo o que se aproxima de mim, sem que depois produza algo que seja. Quantas vezes me perco no pormenor? Quantas vezes caio no mesmo erro?
Quando vem a hora de dormir, o silêncio que à casa chega aumenta o burburinho caótico da minha mente. O que devo fazer (que depois não faço) ... Como me devo organizar (remexendo eternamente nas minhas eternas burocracias?) ...
E agora, que me sento e começo a escrever, mais uma vez o dilema surge: vou conseguir chegar ao que pretendo ou, de novo, condeno-me a deixar mais um espaço vazio ocupado aparentemente por letras?
Quando me deito, os sonhos que me envolvem parecem sempre possíveis, basta que passe a noite e chegue o dia claro. Mas tantos dias já passaram e nada aconteceu...
A todo o momento procuro sair desta monotonia e espero sempre que o movimento seguinte não caia na engrenagem já usada.
Mas não será hoje, porque o dia já acabou.
Tenho sido eu, triste, nesta melancolia asténica, em que só a mão se esforça por descrever aquilo que sinto. Essa é a questão: sinto tanto e faço tão pouco! E dá-me pena de mim, de ser assim tão pequenina.
Muitas vezes páro, e tento reflectir sobre o meu percurso, sobre o meu modo de vida. Chego sempre à conclusão de que basta haver um início, um vislumbre de algo, para que a sentença do seu fim seja dada.
Sei-me deprimida, ansiosa, termos técnicos que não me ajudam. Perdida.
Olho a minha secretária, e o que vejo? Pedaços de mim, amontoados ao acaso, entre lixo que julgo importante. Também isso me incomoda, não saber distinguir o essencial do desnecessário. Superfluamente, absorvo tudo o que se aproxima de mim, sem que depois produza algo que seja. Quantas vezes me perco no pormenor? Quantas vezes caio no mesmo erro?
Quando vem a hora de dormir, o silêncio que à casa chega aumenta o burburinho caótico da minha mente. O que devo fazer (que depois não faço) ... Como me devo organizar (remexendo eternamente nas minhas eternas burocracias?) ...
E agora, que me sento e começo a escrever, mais uma vez o dilema surge: vou conseguir chegar ao que pretendo ou, de novo, condeno-me a deixar mais um espaço vazio ocupado aparentemente por letras?
Quando me deito, os sonhos que me envolvem parecem sempre possíveis, basta que passe a noite e chegue o dia claro. Mas tantos dias já passaram e nada aconteceu...
A todo o momento procuro sair desta monotonia e espero sempre que o movimento seguinte não caia na engrenagem já usada.
Mas não será hoje, porque o dia já acabou.
23:15
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
...
Há muito tempo
aprendi a chorar em silêncio
para que o meu grito surdo
não pudesse chegar a ninguém.
E neste momento
se o que sinto é frio e vazio
é apenas o eco
do nada que criei em mim.
aprendi a chorar em silêncio
para que o meu grito surdo
não pudesse chegar a ninguém.
E neste momento
se o que sinto é frio e vazio
é apenas o eco
do nada que criei em mim.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Estúpida todos os dias!
Bom dia...
É assim que acordo, é agora que acordo.
Já vai tarde!
Agora já aconteceu, e eu dormia.
Um novo repetido todos os dias...
É assim que acordo, é agora que acordo.
Já vai tarde!
Agora já aconteceu, e eu dormia.
Um novo repetido todos os dias...
