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domingo, 4 de abril de 2010

Da mudança... à sopa

Há quase um ano, mudei de casa. Deixei os meus vizinhos maravilha (os actuais quase nem os vejo, quanto mais ouvi-los), fiquei sem os mil canais (sniff, a Fox Life...), os vidros duplos (sim rapei muito frio este Inverno, que finalmente parece ter acabado), etc e tal...
Enfim, mas foi para melhor. Estou acompanhada da minha amiga N., e só isso vale a pena. Estar sozinha é bom, mas só às vezes, e não todos os dias.
O meu quarto actual tem um papel de parede com riscas rosas e brancas, com 1 lista horizontal de letras e coelhinhos - calhou-me o habitáculo da criança...

Houve uma coisa que mudou substancialmente: o meu jardim... Está quase extinto. No início, como ganhei uma varanda, achei que ia ter uma grande plantação. Mas as pombas "rulam", e nada escapa às suas bicadas e cagadelas. Por outro lado, como a casa é mais húmida, alguns cactos não resistiram aos fungos e excesso de água, e morreram afogados (houve um episódio antigo de um suicídio, agora que me lembro...). Em contrapartida, na já referida varanda, alguma coisa começou a surgir, invasora e resistente às pombas reinantes: ORTIGAS. Talvez elas não gostem do sabor, ou fiquem com urticária como nós...
O que é facto consumado, é que a dita cuja passou de inha para ONA... (à esquerda e à direita, respectivamente)
E, então, porquê agora? Se a ortiga já está cá há cerca de 6 meses... (demorou pouco, sim, sim, a chegar àquele tamanho monstro)
É que a minha mãe deu-me, há uns tempos, uma sugestão. Eu cá, como filha mais curiosa que cumpridora, decidi experimentar. Hoje.
Então, pús umas luvas de latex, supostamente para me protegerem, e fui arrancar umas ortigas. Claro que logo me piquei e tive de ir buscar reforços - as luvas do forno. Tirei as folhinhas (mais umas picadelas, com um ardor simpático), e lavei-as. Agora estão na panela. Hoje temos SOPA DE LEGUMES COM ORTIGAS! (Correcção: tenho, que eu não punha mais ninguém em perigo com as minhas experiências culinárias).
Vamos ver no que é que isto dá... Será que vou ter uma alergia gastro-intestinal??? Não me parece.
Mas pelo sim, pelo não, amanhã dou notícias ;)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Já tinha desistido

Mas a Natureza é assim: surpreende-nos sempre.



E ainda bem...
Tinha uns caroços de pêra-abacate, ao monte num vaso, para tentar ver se algum "pegava".
Afinal...
Pelo menos um resistiu. Eu já não olhava para o vaso há uns tempos (sou mesmo negligente...).


E até estava distraída, na conversa com uma amiga, quando vi!

Agora, só espero que continue a crescer. E peço, por favor, que a árvore não demore 30 anos a dar frutos, como a sua "mamã"... :)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Há QUEM tenha girassóis suicidas...

Um dia sonhei ser agricultora ou, pelo menos, ter qualquer coisa a ver com plantas que crescem no solo.

Quando era pequena, já me divertia com algumas actividades que prediziam que ia ser uma grande lavradora...
Lembro-me, por exemplo, de coleccionar as minhocas que encontrava no quintal: escavava incansavelmente a terra castanha até as encontrar (as malandras escondiam-se de mim...)
Na altura, achava também que as batatas e outros vegetais se conservavam, descascados, em sacos de água que colocava no frigo.
Ainda me recordo de fazer umas sopas com legumes crus (miam-miam), que partia aos pedacinhos. Provavelmente, em vez de fazer chazinhos para as bonecas, era isso que lhes dava de comer (...talvez fosse uma tentativa de transferência psicológica, devido aos meus traumas alimentares infantis...).

Mas, na minha evolução nesta área do saber da humanidade, tive recentemente uma experiência interessante. Comprei um girassol (no Lidl, claro!) e coloquei-o no parapeito da janela, para apanhar sol. Que simpática! Assim se manteve alguns dias, com abundante rega (conforme as instruções incluídas), até que, achando que ainda não o tinha colocado completamente confortável, o mudei para o lado de fora da janela, para apanhar um bocadinho de ar. E fui olhando para ele, de vez em quando, contente pela ideia que tive.

De repente, vi a minha janela estranhamente vazia... Corri até ao vidro, mas tive medo de olhar para baixo. É que estou a viver num 5º andar, e há um passeio e um estacionamento à frente do prédio, para onde dá a já referida janela. Ups!... Estava estatelado lá em baixo, terra para um lado, vaso em cacos (felizmente, cacos de plástico), raizes expostas... Uma senhora apanhou-o e colocou-o fora de novos perigos. Neste tempo, fiquei a pensar em várias coisas: 1ª ufa!, não caiu em cima de ninguém nem de nenhum carro; 2ª estaria alguém a ver? 3ª será que se percebeu de ONDE caiu a malfadada planta? QUEM foi tão maltratante, que fez com que o seu girassol se suicidasse? Não quis ter respostas, pelo menos no momento. Demorei a decidir-me, entre a vergonha e o medo, a sair para avaliar o seu estado de saúde e prestar-lhe os primeiros cuidados. Desci, apanhei os cacos, varri a terra, e trouxe-o para casa.

A flor estava intacta (ehhh!), o tronco também (ehhh!), as raízes tinham sido decepadas a meio (---). Tentei então reanimá-lo: novo vaso, nova terra, mais carinho à janela, mas do lado de dentro, nada de novas aventuras. Ainda se manteve 2 ou 3 semanas, mas já estava desiludido com a dona, e a sua tristeza secou-o. Buááhhh....

Como conclusão, tive de repensar as minhas prioridades, os meus planos, e tenho-me dedicado aos cactos, desde então. Como picam, significa que não querem carinhos. É só deixá-los estar. E água, poucochinha, uma vez por semana, no máximo. Até agora, ainda andam por cá ;)